27 outubro, 2015

Quando o óbvio não é considerado...

Terça...

Visto que o assunto está se tornando uma “guerra”, usar-me-ei como exemplo para demonstrar que este plano de (i)mobilidade urbana de Joinville, que a Prefeitura nos empurrou “goela abaixo”, é algo que só funciona na cabeça genial dos mesmos.

Tomando como base o trânsito das 18h.
Moramos próximo ao PA Norte, saindo do terminal central (uma aberração), a partir desta hora (de pico), supondo que consigamos “pegar” o das 17h50min, chegaremos a nosso destino, o referido PA, cerca de 40min após a partida, sendo que após as 18h20min, só de hora em hora.

Como a distância é em torno de 4 km, se formos a pé levaremos uns 45min, andando tranquilamente, se de carro, 15min, em média, mesmo enfrentando o engarrafamento criado após a brilhante ideia do trinário.
No primeiro caso, além do exercício não pagamos a passagem, no segundo, conforto e rapidez.

Agora vamos ao custo.
Preço por passagem: R$ 3,25 (comprando antecipadamente)
Número de passageiros: 3
Como temos que ir e voltar: R$ 19,50
Preço do litro do combustível: R$ 3,29
Número de passageiros: 3
Consumo por litro: 11,5 km/l
Como temos que ir e voltar:menos de R$ 3,29

Muitos argumentaram sobre o custo do carro, tem certa lógica, porém, mesmo sem consideramos o custo/beneficio, façamos uma projeção com os custos acima usando o ônibus apenas 2 vezes por dia (ida/volta x2) durante o mês, chegaremos a R$ 750, creio que paga a prestação de um carro 2005 e sobra.
Isto explica facilmente os dados de uma das concessionárias que apontam para a queda de aproximadamente 28% dos usuários de 2000 a 2014.

Sendo assim, o transporte coletivo local é caro, ineficaz, ineficiente e ultrapassado, porém os grandes urbanistas não pensam.

O pior é constatar que troque ou continue o prefeito a equipe continuará a mesma.

Assim caminha a mediocridade...

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