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26 setembro, 2017

Sandices...

Terça...

O jornal “A Notícia” realiza periodicamente testes na (i)mobilidade urbana joinvilense, para surpresa geral (#SQN) no teste deste ano , após das intervenções da PMJ a mobilidade piorou em relação a 2013, aliás, piorou muito.

Porém não nos iludamos, mesmo sabendo que contra fatos não há argumentos, eles não admitirão estar errados, pois apesar de metade de uma das poucas avenidas da cidade estar totalmente inutilizada afirmam que tudo é em prol da mobilidade, que para eles significa demonizar os automóveis e endeusar transporte coletivo privado.
Sim privado; e sem prognóstico de licitação em longo prazo, o que é no mínimo estranho.

Outra sandice é querem cobra de transportes alternativos com o Uber, taxa para transitar pelas ruas da cidade, por acaso não sabem para que serve o IPVA? Incompetência é elogio.

Mudando de saco para mala, sei que ainda falta tempo para a eleição, mas cuidado com os candidatos falsos moralistas, que se colocam a favor da moral e dos bons costumes, procurem saber como enriqueceram, se a extrema esquerda não é boa, a extrema direita muito menos.


Assim caminha a mediocridade...

26 junho, 2017

Elliv Nioj

Segunda...

Já cansei de escrever sobre isso e, com certeza, vocês de lerem, mas a mobilidade urbana de Elliv Nioj está um caso de sério, tão sério que o  Ministério Público entrou como uma ação para cobrar providências, pois nem aquilo a que se propõem a fazer  fazem direito.
Por exemplo, ciclo-faixas onde deveram ser ciclovias, algumas paralelas as faixas de ônibus.

As ditas faixas de ônibus são instaladas se estudo, sem planejamento, simplesmente instaladas, chegando ao cúmulo de tronar obsoleta uma parte de uma avenida central, ou interditando uma rua central sem criar um anel viário para evitar os engarrafamentos, além de eliminarem as parcas vagas de estacionamento, prejudicando o comércio local.

Conseguiram travar o trânsito nos principais acessos, seja aos bairros ou ao centro, tudo em prol de um pseudo transporte coletivo, que é ineficiente, ineficaz e caro, principalmente se considerarmos os curtos trajeto percorridos.

O feudo possui 33 km de extensão Norte/Sul e cerca de 14 Km Leste/Oeste,  sando que a maioria dos trajetos não ultrapassam 4 km, totalizando 8 km ida e volta.
O preço cobrado aqui equivale aos cobrados em algumas capitais com direto a integração com o metrô, ou percorrendo mais de 20 km ida e volta, ou seja, um péssimo custo/benefício.

Sem esquecermos da péssima manutenção das vias, já tem buraco na calçada esperando vaga para entrar em algumas ruas.
E vem mais por ai...

Assim caminha a mediocridade...


P.S.: Isto é uma obra de ficção, uma cidade que possuísse um prefeito assim estaria a beira do caos urbano.

21 março, 2017

Balela...

Terça...


Lendo algumas notas no jornal notei que nosso atual prefeito partiu para o famoso “se não posso os derrotar uno-me a eles”.

Vamos aos fatos, todos sabemos do “ódio” que o IPPUJ tem difundir entre a população ao grande vilão do trânsito, o carro. Pois bem, nosso atual administrador foi picado por este dogma.

Isto significa que apoia a ideia de alijar os automóveis, ou seja, que usemos o transporte coletivo, que no caso local é privado, o que, no fundo, seria bom.
Por que seria?
Porque primeiro ele teria que existir, o que existe hoje não passa de um arremedo; já cansei de escrever, ônibus é transporte ultrapassado, poluente, de lotação baixa, desconfortável e de alto custo/benefício para o usuário.

Tudo esta “balela” sobre promover o uso do transporte coletivo de qualidade duvidosa vem da incapacidade de pensar seriamente em mobilidade urbana, isto demanda investimentos em avenidas, rótulas inteligentes, elevados (palavrão para eles), ciclovias seguras, canaletas exclusivas (literalmente) para o transporte coletivo, calçadas descentes e que privilegiem a acessibilidade.

Experimentem passear pelo centro da cidade, está péssimo para todos os modais (palavra que eles adoram), a desculpa oficial são as obras para controle das enchentes, cujo prazo de entrega é “sine die”, que quando as obras findarem tudo voltará ao normal.
Colóquio sonolento para gado bovino repousar.


Assim caminha a mediocridade...

17 maio, 2016

EIV...

Terça...

Existe um instrumento urbano derivado do Estatuto das Cidades que é o EIV (estudo de Impacto de Vizinhança), que tem por finalidade contemplar os efeitos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades.

É um instrumento que visa atenuar os conflitos de uso e ocupação do solo, criando uma possibilidade de intermediação entre os interesses dos empreendedores urbanos e a população diretamente impactada, de modo a resguardar à qualidade de vida da comunidade.

Porém, a aplicação desse instrumento não é automática, é necessária uma lei municipal que determine os critérios para a sua aplicação e os empreendimentos passíveis de sua aplicação.
Já está regulamentado em Joinville sendo exigido em diversas obras, o que não está errado.

Trago uma sugestão de aplicação deste estudo em obras viárias, principalmente nas alterações drásticas, como a que ocorreu em frente ao Mercado Municipal, uma mudança “tosca” que alterou a mobilidade, e porque não dizer, a vida, de inúmeros moradores da região, sem esquecermo-nos do prejuízo ao aceso do próprio Mercado.

Portanto, deixo aqui a sugestão aos nobres Edis locais que serve para qualquer cidade, criem uma lei exigindo EIV das alterações de trânsito do IPPJ, que são feitas a bel prazer, sem nem uma audiência pública ao menos, demonstrando o total desinteresse pela população, tudo em pró de um pseudo transporte público, que de público não tem nada, pois nem licitação de concessão é feita, além de ser caro, ineficaz, ineficiente e ultrapassado.


Assim caminha a mediocridade...

27 outubro, 2015

Quando o óbvio não é considerado...

Terça...

Visto que o assunto está se tornando uma “guerra”, usar-me-ei como exemplo para demonstrar que este plano de (i)mobilidade urbana de Joinville, que a Prefeitura nos empurrou “goela abaixo”, é algo que só funciona na cabeça genial dos mesmos.

Tomando como base o trânsito das 18h.
Moramos próximo ao PA Norte, saindo do terminal central (uma aberração), a partir desta hora (de pico), supondo que consigamos “pegar” o das 17h50min, chegaremos a nosso destino, o referido PA, cerca de 40min após a partida, sendo que após as 18h20min, só de hora em hora.

Como a distância é em torno de 4 km, se formos a pé levaremos uns 45min, andando tranquilamente, se de carro, 15min, em média, mesmo enfrentando o engarrafamento criado após a brilhante ideia do trinário.
No primeiro caso, além do exercício não pagamos a passagem, no segundo, conforto e rapidez.

Agora vamos ao custo.
Preço por passagem: R$ 3,25 (comprando antecipadamente)
Número de passageiros: 3
Como temos que ir e voltar: R$ 19,50
Preço do litro do combustível: R$ 3,29
Número de passageiros: 3
Consumo por litro: 11,5 km/l
Como temos que ir e voltar:menos de R$ 3,29

Muitos argumentaram sobre o custo do carro, tem certa lógica, porém, mesmo sem consideramos o custo/beneficio, façamos uma projeção com os custos acima usando o ônibus apenas 2 vezes por dia (ida/volta x2) durante o mês, chegaremos a R$ 750, creio que paga a prestação de um carro 2005 e sobra.
Isto explica facilmente os dados de uma das concessionárias que apontam para a queda de aproximadamente 28% dos usuários de 2000 a 2014.

Sendo assim, o transporte coletivo local é caro, ineficaz, ineficiente e ultrapassado, porém os grandes urbanistas não pensam.

O pior é constatar que troque ou continue o prefeito a equipe continuará a mesma.

Assim caminha a mediocridade...