21 maio, 2014

Quarta...

Ameaças, esta é a palavra da moda, como se resolvesse alguma coisa, não passa de uma arma dos covardes, dos que não tem capacidade de diálogo e, geralmente, causa um efeito contrário do desejado, do tipo “pago pra ver”.
Minha saudosa avó já dizia, “quem ameaça não quer fazer, porque quem quer faz”.
Isto serve para várias situações, das radicais como “se tens uma arma, atires ou morrerás com ela na mão”, ao simples chamamento de atenção a uma criança “não faça isto senão aquilo”, ou seja, raramente será cumprida e mesmo que seja o efeito surtido será ínfimo.
Por este motivo, quando estamos negociando em uma greve devemos manter o diálogo e negociar como em qualquer atividade, traduzindo, começamos oferecendo o mínimo para irmos aumentando aos poucos, normalmente a negociação acaba conosco pagando menos do que podemos e os grevistas contentes por ter conseguido algo a mais que o índice fictício da inflação.
Infelizmente não é isto que acontece em Joinville e, muitas vezes, pelo país afora, o que se vê são governantes autoritários que pensam, isto mesmo, apenas pensam, que mandam, digladiando-se com sindicatos dominados por partidos políticos, sendo que as duas partes só olham para o próprio umbigo, os servidores e a população que se virem.
E assim caminha a mediocridade...

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