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26 fevereiro, 2014

Quarta...

Vivemos uma crise de mobilidade que atinge a maioria das cidades com mais de 300 mil habitantes, bem ou mal, a “qualidade” de vida melhorou, facilitou o acesso aos automóveis, as motocicletas, etc. O que, de maneira direta, aumentou de maneira exponencial a quantidade de veículos circulantes, muitas vezes por ruas dimensionadas no século XIX.
A maioria das cidades nasceu em volta de uma igreja e se expandiu, sem planejamento algum, o que era comum para a época e formou, de certa forma, um centro histórico de difícil locomoção.
Muitas destas cidades atentas a este detalhe desviaram e/ou limitaram o acesso “motorizado” a este bairro central, planejando o entorno e investindo em mobilidade urbana.
Infelizmente existe uma grande maioria que não o fez e pensa que transporte coletivo é sinônimo de ônibus circular, que o mesmo deve disputar espaço com bicicletas, motocicletas, automóveis e, até, pedestres.
Nestas cidades planejamento para longo prazo não existe, vivem o momento, algo do tipo, vamos fazer para ver o resultado, se não der certo mudamos, mesmo que isto decorra em custos e retrabalho, ao menos ao população vê que estamos trabalhando.
Existe um exemplo bem próximo de nós, que colocou na cabeça que o ônibus é a solução para o transporte de massa e deve ter prioridade sobre os demais, ideia mais que ultrapassada, mesmo se o sistema fosse eficiente, de baixo custo e confortável, o que não é.
Por isso afirmo, não precisamos de um choque de gestão, precisamos de um choque de idéias, de mudanças de paradigmas, e isto em todas as áreas, não só na “gestão” da mobilidade urbana.
Como isto não ocorrerá, ao menos nos próximos 2 anos e meio, são só divagações, ou não.

10 setembro, 2013

Terça...

Antes de iniciar o assunto de hoje tenho uma pergunta aos tributaristas: O que acontece com a empresa que não paga a parte patronal do INSS? E com seus diretores?
O assunto de hoje é outro, é uma que está na moda, é a expressão preferida dos urbanistas públicos: Mobilidade Urbana.
Que “é o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizados de maneira efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável” - Sérgio Gollnick
Assim sendo, penso ser a atividade de locomover-se andando o primeiro modo de transporte a ser privilegiado, incluindo neste rol a locomoção dos cadeirantes, deficientes visuais, ou seja, a acessibilidade.
Para que isto possa acontecer torna-se primordial que as calcadas (passeio) ao menos existam, caso existam, obedeçam a um modelo padrão, que seja realizada manutenção periódica, e, apesar muito pensarem que não, é sim dever do poder público municipal a incumbência de que isto ocorra. Assim como manter faixas de pedestres visíveis, ou melhor, muito visíveis, construir passarelas em locais de grande fluxo de veículos, etc.
O segundo a ter seu deslocamento privilegiado é o ciclista, com ciclovias seguras, com piso regular e bem sinalizado, evitando casos absurdos como instalar uma ciclofaixa ao lado da faixa exclusiva para ônibus.
O terceiro é o transporte coletivo, que deve ser eficiente, eficaz e possuir preço justo, por exemplo, não custar mais caro que um litro de combustível, pois como está hoje, mesmo que transite só o motorista em um automóvel custará a metade do preço (aproximadamente) de ida e volta de ônibus urbano, sem esquecermos do conforto.
E não esqueçamos os automóveis, que por onde for permitido que circulem o piso (pista de rodagem) seja, no mínimo, regular, que os sinaleiros sejam “inteligentes”, que existam agentes de trânsito que sirvam para orientar e dar fluidez ao fluxo de automóveis, não sirvam exclusivamente para servir a indústria da multa.
Portanto nobres alcaides e demais responsáveis por “pensar” uma cidade, planejem com carinho e competência, que quem sabe um dia isto deixe de ser utopia. Ou não?

02 abril, 2013

Terça...

Em nome da mobilidade, Joinville está criando “canaletas” exclusivas para ônibus, ciclofaixas, ciclovias, é a cidade dos binários e das rotatórias, o quê, como se vê, não funciona, aliás, funciona, o trânsito é travado até nos finais de semana, conseguindo eliminar os estacionamentos em diversas ruas do centro, sem criar qualquer alternativa, só sobram os estacionamentos privados, que sabem explorar muito bem.
Pensar em outro trajeto para os ônibus é inaceitável, passam pelo centro, disputando espaço com os carros, sem um único ponto de parada. Inaceitável é manter um Terminal no Centro da cidade, coisa do século passado.
Se a intenção era copiar Curitiba, passaram longe, muito longe.
As tais ciclofaixas não trazem segurança alguma ao ciclista, chegam ao cúmulo de colocar uma ciclofaixa ao lado de uma faixa exclusiva para ônibus, como na Rua São Paulo. Inclusive em nome desta tal mobilidade não respeitam nem área de embarque e desembarque de escolas.
Sugerem que se utilize mais o transporte público, como se o que existe tivesse qualidade e um preço aceitável, isto está longe de ocorrer.
Pior que entra prefeito, sai prefeito e o pensamento não muda, esta turma deve estar muito bem enraizada nos IPPUJ, SEINFRA e ITTRAN.
INFELIZMENTE.