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28 setembro, 2016

Pingos sem is...

Quarta...

Primeiro deixo claro que sou favorável à reforma do Ensino Médio, aliás, tardia e necessária, porém quero retomar um assunto já descrito por estas parcas linhas.

O Ensino Fundamental, mais especificamente o Fundamental 1; de nada adianta reformar o Ensino Médio, mesmo que a mesma baseie-se no pífio resultado das avaliações, sem uma reforma ampla e pontual no Ensino Fundamental, o atual 2º ano possui onze disciplinas, sim uma criança de sete anos tem que conviver com onze disciplinas, sendo que esta é a idade certa para aprendermos a ler e escrever, somas e subtrações básicas.
Como temos este universo de disciplinas tudo vai sendo “aprendido” no estilo “mais ou menos”, sendo que sem boa base tudo que vem após fica prejudicado.

Muitos pedagogos espernearão, defenderão com “unhas e dentes” a diversificação das disciplinas, mesmo assim proporei uma grade curricular para as séries iniciais.

Seriam sete disciplinas, Português, Matemática, Inglês, Estudos Sociais, Ed. Física e Artes, com ênfase em Português e Matemática, as demais disciplinas seriam adicionadas a partir do 3º ano.

Não seria difícil, nem oneroso, apenas um rearranjo na grade curricular, simples assim.

Se bem que o que é simples não interessa aos grandes teóricos “pedabobos”.


Assim caminha a mediocridade...

17 março, 2015

Terça...

Depois destes belos protestos, que foram exemplo e deram lição de cidadania, que certamente acenderam a luz amarela no governo, amarela sim, pois ele não entendeu bem o espírito da coisa, ou assimilou o golpe e se faz desentendido, fica uma lição.
O País precisa de mudanças urgentes, a mais importante delas, não a reforma política (que feita pelo congresso não deve ser lá grande coisa), nem a fiscal, precisa da reforma moral.
Isto significa mudar o paradigma do “tenho que levar vantagem em tudo”, de fura a fila ou o sinal de trânsito e criticar a corrupção, de sonegar impostos e cobrar mais saúde, educação, etc.
A reforma do Brasil começa na nossa própria casa, sim, pela casa, comecemos pela casa, passamos para o vizinho, para a quadra, para o bairro, cidade, estado, país.

É difícil? Sim, quase utópico, mas necessário, simples assim.

17 setembro, 2012

Segunda...
 
Sábado participei da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e alguns fatores chamaram-me a atenção. Fui fiscal de uma sala do nível 3 (Ensino Médio), na qual estavam inscritos 40 alunos, compareceram 10, isso mesmo 10, na sala da frente, dos 40 , apenas 4, por este simples podemos notar a falta de compromisso da juventude atual, mesmo concorrendo a bolsas de incentivo a pesquisa, ou seja, bolsa de estudos para a faculdade.
O melhor vem agora, claro que li a prova, 8 questões, resolvíveis em 15 min., lógica pura, de matemática mesmo só em uma questão de relação de triângulos. Após 45 min. decorridos, começaram a entregar a prova, praticamente em branco, ou, quando resolvida, apresentavam respostas, diríamos, equivocadas. A questão dos triângulos chamou-me a atenção, pois só um “tentou” resolver, então resolvi perguntar para uma aluna que entregara a prova qual a série que cursava e se havia e se conhecia o assunto daquela questão, a resposta foi 2º Ano e que não, não tinha visto aquele assunto ainda.
Se não me falha a memória, Pitágoras, relações de triângulos, são assunto de matemática do 9º ano do Fundamental e do 1º ano do Médio, portanto em algum destes anos a aluna dever ou deveria ter, ao menos, visto algo sobre o assunto, aprender, saber resolver envolve vários fatores, mas saber o que é, não.
A culpa é da aluna, não creio, a culpa é deste Ensino caótico, que nivela por baixo, com índices manipulados, como o IDEB, com a aprovação automática (ao menos em SC), com professores apenas compromissados com índice de aprovação, não com a aprendizagem do aluno, mal remunerados e com condições de trabalho que deixam a desejar.
Se não realizarmos uma reforma geral na Educação urgente a tendência é piorar a cada dia. Não adianta criar cotas para colocar o aluno na Universidade Pública, ele, com raras exceções, não conseguira se forma, desistirá no 1º ano, pois faltará a base e poucas Universidades se preocuparão com isto, em realizar um nivelamento.
E chega de inventar disciplinas, tem projeto até para colocar o ensino de “esperanto” no Ensino Médio, parece piada, mas infelizmente não é.
Vamos iniciar a reforma na base, ensinar Português e Matemática o resto é conseqüência.