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11 agosto, 2015

Enem

Terça...
Com a divulgação dos resultados do ENEM retornam as teorias sobre o que está certo ou errado, porque o Estado “A” vai melhor ou pior que o Estado “B”, assim por diante.
Como é uma avaliação do Ensino Médio, cria-se a ilusão que o problema está nele, na modalidade de ensino ali aplicada, o que tem certa lógica, porém não é o principal motivo gerador.
O cerne da questão está na baixa qualidade do Ensino Fundamental (já escrevi sobre isso), sem uma boa nada se constrói. Isto também vale para o Ensino, não adianta ensinar equação do segundo grau para quem não sabe matemática básica, ou análise sintática para quem não sabe conjugar; alguns dirão: “isso não existe”, existe sim.
Está implícito no atual ensino um tipo de promoção automática, algo do tipo, ano que vem o aluno melhora, para alguns funciona, poucos na verdade, criando índices ilusórios de aprovação e de qualidade.
Claro que existem muitas exceções, ou melhor, algumas exceções, porém notem um detalhe, são escolas que mantêm, além de um excelente quadro docente, regimes rígidos disciplinares e/ou processos apurados de seleção.

Portanto, solução existe, embora seja em longo prazo, passa por uma mudança de paradigma, o que não é fácil, significa sair da zona de conforto, demanda mudança de atitude, investimento profissional e vontade governamental. É só querer, simples assim.

* Artigo publicado na edição de ontem (pag. 7) jornal A Notícia 

07 abril, 2015

Terça...

Há anos escrevo sobre este tema, insisto nesta “tecla”, entra ministro, sai ministro e a linha diretiva continua na contramão.
Os governos brasileiros insistem que a grande revolução educacional é o investimento nos ensino superior e, mais recentemente, no técnico, claro que se faz necessário investir nestas áreas, pois fazem parte da continuidade do processo educacional.
Porém há uma dicotomia neste processo; investe-se no superior e se abandona o básico, que, por razões óbvias, é nomeado de fundamental das sérias iniciais ao nono ano, nesta fase que se forma o aluno, sem um bom ensino fundamental cria-se um efeito cascata, um médio ruim e um superior péssimo.
Sabemos que o ensino fundamental é dever municipal, que onde moramos é bom, mas não é o padrão nacional.
Esta melhora deve iniciar pelas condições de trabalho, melhora dos meios de auxílio didático/pedagógico, perpassando pela melhora salarial, se esquecermos do apoio ao aluno, em todas as esferas.
Com isso conseguiríamos uma melhora significativa no padrão educacional, no nível do ensino, que, em uns 10 anos, levaria a extinção deste funesto sistema de cotas.
Admitamos, não é utopia, é apenas uma mudança de paradigma, simples e viável, precisando apenas de vontade política, ai o “bicho pega”.

Povo estudado é povo que pensa e repensa, um perigo para os políticos. Ou não?