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23 março, 2015

Segunda...

Elliv Nioj tem uma característica interessante, que parece estar esquecida por todos, pois a maioria das soluções propostas para prevenção de enchentes e alagamentos não contemplam o avanço do mar.
O feudo foi construído, basicamente, em áreas alagadas de manguezais, tendo grande parta central aterrada, originalmente aquelas áreas estavam 4 m abaixo do nível do mar, sendo recortada por rios e afluentes, o que deixa a área propicia às variações da maré.
Lembro que na época da adolescência ficávamos sentados nos degraus de escada de entrada da casa de um amigo observando a água do mar subindo pelos bueiros, trazendo, além da salinidade o cheiro “agradável do rio Cataratas”, que se repararem, em determinadas horas do dia, corre do mar para terra e não da terra para o mar.
Pior é quando coincide alto índice pluviométrico com a maré alta, além de não haver fluidez devido à maré, o isolamento do solo ajuda na retenção da água, resultando em alagamentos com certa salinidade na água, nossa saúde e as latarias dos automóveis agradecem.
Portanto, torna-se urgente a dragagem do rio Cataratas, o assoreamento passa dos 10 m, creio que isto ajudaria muita mais que os milhões gastos em “piscinões” subterrâneos, que, aliás, fazem parte das inúmeras obras paradas e/ou inacabadas no feudo.

Assim caminha a mediocridade...

05 março, 2014

Quarta...

Mais um dia choveu, coincidiu com a maré alta, alagou o Centro e a Zona Sul de Joinville, além de ser histórico e por que não dizer geológico, já passou da época do problema ser, no mínimo, amenizado, porque solução mesmo só mudando ao cidade de lugar.
Não posso garantir os dados que passarei agora, pois são antigos e muita água já passou por cima da ponte; o assoreamento do Rio Cachoeira na região do Marcado Público e de 18 m, próximo a ponte do Trabalhador, que tem aquele formato porque veleiros passavam sob ela.
Mas voltemos ao rio, ele recebe as águas de praticamente de todos os rios e riachos iniciando no  Costa e Silva passando por diversos bairros até desaguar na Baía da Babitonga, deixando sem vazão, inclusive quando não está chovendo e a maré enche, o rio corre do mar para terra.
Portanto, deixemos de frescuras, tem que dragar o rio urgentemente, muitos dizem que não, por não saber onde colocar o lodo, por estar contaminado, inclusive com metais pesados, pergunto: que já analisou quimicamente o "conteúdo" deste lodo? Será que as garças, capivaras, jacarés e peixes são imunes a esta poluição?
Ouso deixar uma sugestão, admito não ser das mais ecológicas, primeiro, creio que se o rio retornar a sua profundidade original, ou próxima a ela, muitos destes alagamentos desaparecerão, portanto dragar é a solução, levando este lodo pra alto mar, despejando no mesmo lugar, formando uma ilha, pode parecer estranho, mas existem ilhas formadas pelo depósito de coisas piores pelo mundo.
Talvez não seja a melhor solução, quem tiver uma melhor que apresente, mas ao menos deveria ser estudada, Joinville merece, ou melhor seus habitantes, aqueles que realmente  a constroem  merecem, ou não?