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18 outubro, 2016

Rasgando...

Terça...

Já discorri diversas vezes por estas linhas sobre este tema; para explicar quanto excludente ele é usar-me-ei com exemplo.

Trabalho em uma grande escola particular há 28 anos, por conseguinte meus filhos estudaram/estudam aqui com desconto funcional, não bolsa de estudo, desta forma, são diferenciados pelo governo dos que recebem a tal bolsa de estudo.
 Assim sendo estão excluídos das classes que podem entrar em universidades públicas por cotas.

O curso que minha filha que fazer tem 30 vagas, apenas 10 para os que não se encaixam nas cotas, ou seja, ela é culpada por ter estudado em um colégio particular e por o ensino público ser de péssima qualidade.
Como sempre, o governo corrigindo um erro com outro maior ainda.

O artigo quinto da Constituição Federal diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”, desta forma as mesmas são inconstitucionais, não enxerga quem não quer, simples assim...


Assim caminha a mediocridade...

01 abril, 2015

Quarta...

Constituição Brasileira:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

E ainda existem pessoas que afirmam que as Cotas para as universidades públicas são legais. Por que não defendem, com a mesma veemência, a melhora do ensino público? Simples.
Sempre será mais fácil “tapar o Sol com a peneira” e usar o discurso dos "coitadinhos excluídos".
Assim caminha a mediocridade...

10 outubro, 2012

Quarta...

Hoje é um dia histórico para o STF, o Min. Joaquim Barbosa torna-se o 1º negro a assumir a Presidência do tribunal, uma pessoa de trajetória brilhante, que venceu por sua dedicação, seu esforço, mostrando que com força de vontade e dedicação aos estudos, não interessa a classe social, pode-se chegar longe, se precisar do INJUSTO e SEGREGADOR sistema de cotas.
Outro motivo para guardar na história do STF é que um dos maiores esquemas de corrupção do Brasil foi condenado, ceifando da política os lobos em pele de cordeiro que queriam tomar o País de assalto (nos dois sentidos da palavra), só está faltando o "mollusco" mor, o chefe da "quadrilha".
Aqui em Santa Catarina já riscamos o PT do poder, é só seguir o exemplo.
***
Aqui em Joinville teremos 2º turno, de um lado o representante do Empresários do outro um representante do povo, creio que a escolha está fácil. #PraFrenteJoinville55

25 abril, 2012

Quarta...

Republicando e adaptando o texto sobre cotas que publiquei no AN há 2 anos.

O STF está votando a legalidadde do sistema de cotas em instituições públicas federais de ensino superior. A proposta em discussão reserva parte das vagas dessas universidades para alunos de escolas públicas e garante prioridade para negros e índios. A distribuição seria feita de acordo com a proporção de negros e índios de cada Estado.
          Segundo o Frei David Raimundo dos Santos, “o atual vestibular brasileiro é inconstitucional, pois fere o princípio da igualdade. Alunos com oportunidades diferentes em todo o seu ensino médio são submetidos a uma prova igual”.
          Já a Procuradora de Justiça no Distrito Federal, Roberta Fragoso Kaufmann, diz que o modelo em discussão não resolve o problema, é inconstitucional e pode deflagrar no país uma “discriminação reversa, em que um grupo de pessoas, no caso, os estudantes que tentam ingressar nas universidades públicas, sofre o ônus“.
          A criação de um sistema de cotas não passa de uma medida paliativa e excludente, que visa, a meu ver, cobrir e de certa forma, assumir o descaso com o ensino público, que, em geral, paga mal, não oferece recursos pedagógicos e aceita a famosa frase: eles fingem que pagam, eu finjo que trabalho. O pobre do aluno que se vire.
Penso que o mais lógico seria reservar parte das vagas das universidades públicas aos oriundos das escolas públicas, sem discriminar raça, ou seja, dando oportunidades iguais a todos, ou quase todos, mas, de certa forma, um pouco mais justo.
Porém, como resolveríamos o problema dos alunos que não se classificariam, mas teriam média final superior aos classificados pelo sistema de cotas. Estes, certamente, ingressariam com uma ação e provavelmente ganhariam o que causaria um grande imbróglio.
          Desta forma, creio que a saída está no investimento nos ensinos fundamental e médio, proporcionando ao aluno condições da disputar as vagas com os alunos do ensino privado. Talvez seja este o primeiro passo para a criação da tão desejada igualdade social. Sei que é um processo lento e de logo prazo, mas que resolveria o problema do desnível educacional e não precisaríamos estar discutindo este injusto sistema de cotas.