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06 junho, 2017

Julgamento...

Terça...

Hoje inicia-se o julgamento da chapa Dilma-Temer, há provas mais que suficiente para que a chapa seja cassada, porém isto não significa que será, muito menos que haverá rapidez no processo, que, aliás, se arrasta a mais de um ano.
É só um dos ilibados juízes pedir vistas, lá se vão alguns meses.
Pior, mesmo que o TSE casse, cabe recurso, uma vez este recurso julgado e confirmada a sentença pode-se ainda apelar ao STF, ou seja, a novela vai longe.

Como o presidente “dilmizou”, está com o discurso do sou inocente, daqui não saio, daqui não me tiram, a solução mais horada que é a renúncia está descartada.

Notem que entra governo, sai governo, principalmente nos últimos 14 anos, quem menos importa é o povo; só se interessam pelo poder e pela rede corruptiva inserida nele com um nível de expertise que a permite continuar funcionando mesmo quando descoberta.
Claro que isto só acontece devido a impunidade aliada ao foro privilegiado, além da morosidade dos processos do STF.

Portanto, como já escrevi, temos a eleição do ano que vem para alija-los do poder, sem dó nem piedade, para isto é preciso não ficar só no discurso, pois o que temos visto nas últimas eleições é muitos gritando contra a corrupção e legendo os corruptos.


Assim caminha a mediocridade...

16 maio, 2017

Imbróglio...

Terça...

Como já foi descrito aqui, não existe meia chapa eleitoral para cargo executivo, ou seja, se a justiça eleitoral cassa a candidatura de presidente, governador ou prefeito, seu vice está cassado, não tem esta de não sabia, não participei, não concordava e outras desculpas vãs.

Se houve crime eleitoral que beneficiou a chapa eleita, a chapa será cassada, mesmo que isto venha acarretar crise institucional, mesmo que no caso brasileiro os atuais comandantes das casas do poder legislativos estejam envolvidos em escárnio do erário, é o que está na lei.

Pois em caso de vacância do presidente, assume o vice, na falta deste o presidente da câmara, na sequencia de vacâncias ou impedimentos, o presidente do senado por último o presidente do STF.

Ainda no caso brasileiro, como passou-se da metade do mandato, não caso de cassação teremos eleições indiretas em, no máximo, 60 dias, não importando quem assuma.

Imaginem a encrenca, teremos um presidente escolhido, provavelmente entre nossos ilibados congressistas, inclusive o Renan Calheiros, o Aécio...
Esta é a prova de que nada está tão ruim que não possa piorar.


Assim caminha a mediocridade...