06 junho, 2016

Enxugando gelo...

Segunda...

Durante os últimos três anos participei voluntariamente do Conselho Feudal de Desenvolvimento de Elliv Nioj, órgão da administração feudal composto (ao menos no início) igualitariamente entre o poder público e a sociedade civil, inclusive com direito a reeleição, ao qual declinei.

Quando decide participar desta versão do Conselho, a segunda, imaginei que nossa “luta” seria pelo bem do feudo, ledo engano, o “trator” do poder público passou arrasando tudo.
Além disso, durante os dois primeiros anos discutimos a elaboração da Lei de Ordenamento Feudal (LOF), quer dizer, discutimos a lei apresentada pelo IPPUE, o que ocasionou arengas beligerantes entre algumas correntes presentes, claro que nenhuma pensando no bem do feudo, mas no seu próprio bem, alguma inclusive representando grandes grupos imobiliários.
Tudo inútil, pois agora a lei está na Câmara, onde os nobres Edis já decidiram esquarteja-la, modificando os parcos avanços que conseguimos aprovar, os que eram contrários ao pensamento do IPPUE.

Para terem uma ideia do valor da disputa, alguns conselheiros assíduos a sentirem-se derrotados se desincompatibilizaram e outros, os que atingiram o intento, diminuíram vertiginosamente a presença nas assembleias.
Desta forma, os últimos seis meses foram para discutir, ou melhor, ratificar alguns pedidos da Câmara e preparar a convenção de eleição dos novos? conselheiros. Ou seja, enxugamos gelo.

Assim caminha a mediocridade.


PS.: Isto é uma obra de ficção, esta fogueira das vaidades, que só olham para o próprio umbigo está longe da realidade.

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